Estação Arqueológica do Vouga, Águeda

Outubro 16, 2008 · Categoria Águeda, Mapas 


Estação arqueológica
Para quem gosta de antiguidades, mas do período romano, em Águeda, no Cabeço do Vouga, existe um local que em pouco minutos nos leva, como se de uma viagem se tratasse, à Idade do Ferro.

É que as escavações realizadas na estação arqueológica de Cabeço do Vouga, Águeda, levaram à reavaliação dos dados até hoje conhecidos e confirmaram ocupações da Idade do Ferro e do Período Romano no sítio da Mina.

As últimas prospecções arqueológicas revelaram a existência de duas grandes ocupações no sítio da Mina: a Idade do Ferro e o Período Romano, a par de vestígios da Idade do Bronze e da Idade Média.

Os resultados dos últimos trabalhos, realizados na Estação Arqueológica do Cabeço do Vouga – localizada na freguesia de Lamas do Vouga e decretada imóvel de Interesse Público – podem ser observados numa exposição fotográfica e documental que está patente na galeria municipal até dia 31.

A Estação Arqueológica do Cabeço do Vouga cobre duas cumeadas aplanadas, de área desigual e a diferentes altitudes, implantadas entre o rio Vouga a norte e o rio Marnel a sul.

A posição geográfica privilegiada levou a que, pelo menos, desde a Idade do Bronze aí se tenham estabelecido populações, mantendo-se o local ocupado até à Idade Média.

Na Idade do Ferro e na época romana a ocupação do sítio foi mais expressiva, tanto no cabeço aplanado designado por Cabeço Redondo, como no que lhe fica fronteiro, a sul, designado Cabeço da Mina, de acordo com os trabalhos arqueológicos realizados.

Os sítios foram explorados a partir dos anos 40, embora sejam os dados existentes no da Mina os mais conhecidos, na sequência de escavações realizadas por Rocha Madahil, em 1941.

Nos anos 60 voltaram a ser feitas escavações no sítio da Mina, embora sem continuidade e sem resultados conhecidos.

Só nos finais dos anos 90 foram retomados os estudos arqueológicos, de forma sistemática, com vista ao conhecimento do povoamento do sítio, em particular, e do Cabeço do Vouga em geral, dada a ocupação se estender por ambos os cumes.

As acções iniciaram-se no ano de 1996, no sítio da Mina, devido à existência de vestígios arquitectónicos imponentes, a necessitarem de estudo e da implementação de acções de conservação e restauro.

As últimas escavações foram feitas na plataforma inferior do Cabeço do Vouga, que está à altitude de 63 metros e ocupa uma área de cerca de dois hectares.




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