Curia a degradação inusitada

Sou natural da Bairrada, apesar de me encontrar a trabalhar fora do Concelho de Anadia, onde venho frequentemente.
A Curia é, sem sombra de dúvida, um dos espaços que mais gosto de visitar e aonde me desloco amiúde, sozinho ou com a minha família. Vou até lá para dar longos passeios a pé, para reflectir sobre as árvores frondosas e, algumas vezes, ter uma amena cavaqueira com alguns amigos.
Nessas minhas rotinas de férias, é frequente comprar um jornal ou revista num quiosque local situado num edifício comercial junto à Rotunda e dirigir-me ao parque para pôr a minha leitura em dia.
Assim aconteceu algumas vezes, ao longo destas férias, mas com uma novidade: o quiosque estava transformado numa “tasca” de bairro de lata, onde, em alto e bom som, os frequentadores, resultado de um cruzamento entre aciganados, povos de leste e nacionais, usavam e abusavam de uma linguagem que fazia corar as pedras do anfiteatro, onde alguns pousavam as garrafas de cerveja e os copos plásticos do vinho, enquanto outros repousavam os copos e a linguagem boçal na esplanada do quiosque que é suposto vender jornais e revistas.
Dentro do estabelecimento, lado a lado com as águas e os gelados que as crianças procuram, encontram-se à venda mais bebidas que revistas: vinho tinto e branco, whiskies, espumantes, licores, aguardentes, etc.
Num desses dias, saí do estabelecimento com um ar de tal incredulidade que me levou a perguntar a um casal, que saiu ao mesmo tempo, se aquele ambiente era frequente. Responderam-me que sim, de manhã até à noite, e que o espaço exterior tinha deixado de ser frequentado por crianças, tal o aspecto e o teor da linguagem dos frequentadores da “tasca”.
Fiquei triste e muito defraudado com as minhas expectativas sobre um espaço tão aprazível, numa terra tão bonita e perguntei-me como será possível as autoridades competentes, Junta de Freguesia, Turismo, Câmara Municipal e GNR permitirem tal degradação.
A Curia deve ser um espaço a preservar, Excelentíssimas Autoridades Locais!
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Tags: Curia, hoteis, paraíso, termas, turismo
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Comentários
4 Comentários para “Curia a degradação inusitada”
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Por isso é que se realizou o Verão Total da RTP1,no passado domingo,na Curia talvez para se começar a reabilitar esta bonita terra, que já foi outrora a capital da Bairrada.
É triste que se veja a Curia neste estado. Efectivamente, é triste. Mas lá voltamos nós aos assuntos da polítca: o que é que se tem feito na Curia? Eu respondo já: NADA!!!
Não é verdade que não se fez nada. Os edifícios junto aos correios são dignos de uma cidade. Pena é que os passeios e restante espaço publico esteja tão mal tratado.
Nem se atreva a falar desses edifícios…
Nunca ninguém pode construir nessa zona e veio um dia que começaram a fazer a obra.
Pior ainda é o caso dos outros edifícios em frente ao Camelo, mas há por aí mais…
Cusquice à parte.
De qualquer forma, nenhum desses edifícios foi construído por entidades públicas, mas investimento privado.
Se me falarem do Curia Tecnoparque, é um bom exemplo; se falarem da substituição das “barracas” pelo edifício atrás do Turismo, é outro bom exemplo.
Só que… é pouco!!!